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VERMELHO

A série Vermelho, de Bruna Alcantara, foi feita entre 2018 e 2019 e reúne fotografias antigas garimpadas em sebos, lixos, carretas e feiras, sobre as quais a artista aplica bordados em linhas vermelhas, carimbos e colagem. Ao costurar sobre rostos, bocas e cenários, Bruna altera a superfície das imagens, criando fissuras poéticas que simultaneamente preservam e transformam a memória material desses objetos. Além disso, o verso é sempre exposto, com molduras que são instaladas de lado, permitindo ao expectador estar em contato com as duas faces da fotografia (e da vida, onde os avessos não são perfeitos). 

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Nesse trabalho, a artista desenvolve uma pesquisa sobre imagem e memória que problematiza a fotografia como território de poder masculino. Ao interrogar estúdios fotográficos antigos e a autoridade dos homens como "donos" da imagem, Bruna expõe as estruturas patriarcais que moldaram representações e silenciaram vozes. As referências à cultura católica e aos mecanismos de controle social atravessam as peças, sugerindo como dogmas e hierarquias se inscrevem no arquivo visual e íntimo.

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O trabalho já foi apresentado no Paço Imperial, no Rio de Janeiro; na Galeria Recorte, em São Paulo; e em Curitiba, na Alfaiataria. 

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